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Skills and Lead

Que pensamentos me sabotam?

Se olharmos para algo como um desafio em vez de como um problema, virmos um evento negativo não apenas como negativo mas também como um elemento de aprendizagem, uma lição que podemos aprender, a nossa reação de stress irá ser totalmente diferente.

A reestruturação cognitiva é, precisamente, o que nos permite mudar a forma como olhamos para as situações e, consequentemente, a forma como as experienciamos. Essencialmente, prende-se com alterarmos as nossas perceções dos stressores para, logo à partida, não identificarmos tão intensamente as ameaças no ambiente e criando, tendencialmente, uma vida mais positiva sem termos de mudar nada daquelas que são as circunstâncias reais da situação.

Um dos elementos fundamentais da reestruturação cognitiva é a parte das distorções ou vieses cognitivos. Os vieses cognitivos são formas que nos condicionam, nos orientam na perceção da realidade e, muitas vezes, nos sabotam. Podem fazer-nos ver tudo negro quando, na verdade, tudo à nossa volta é colorido. Quando isto acontece, o nosso stress intensifica.

O nosso cérebro precisa de atalhos para processar tudo o que acontece à nossa volta – caso contrário, estaríamos em constante sobrecarga mental. Se reconhecermos que a nossa mente altera, de forma natural, a perceção que temos da realidade, ficamos muito mais atentos e abertos à possibilidade de alterarmos essa mesma perceção. Se encararmos as coisas relativizando-as, garantindo que conseguimos desafiar um pouco os nossos pensamentos, também conseguimos mudar a forma como sentimos o stress.

No que toca a sabotar o ser humano, há cinco tipos de distorção considerados mais comuns:

Pensamento “tudo ou nada”
Vemos tudo a preto e branco, em extremos. É como se não existisse um meio termo.

Exemplo: “Ou tiro 20 neste exame ou nem vale a pena fazê-lo.”

Generalização
Olhamos para eventos isolados e assumimos que esses eventos representam aquilo que vai acontecer sempre. Os termos “sempre” e “nunca” são característicos da generalização e sentimos muito mais stress quando as circunstâncias acabam, de facto, por acontecer.

Exemplo: “Nunca consigo falar com as pessoas sem me sentir constrangido.”

Viés negativo
São quase como palas que nos impedem de ver as coisas positivas da vida. Podemos estar numa situação com elementos negativos mas que, certamente, também pode ter elementos neutros ou até mesmo positivos – só que estamos tão enviesados a olhar apenas para os elementos negativos que é tudo o que vemos. Isto resulta em níveis de stress muito maiores.

“Tenho de…” / “Eu devia…”
Regras rígidas que impomos a nós mesmos, ou que nos foram impostas por terceiros, e que fomos interiorizando ao longo do nosso desenvolvimento pessoal. Levam-nos a não nos conseguirmos adaptar às diferentes circunstâncias que a vida nos dá, exacerbando o nosso stress.

Exemplos: “Tenho de ser o melhor naquilo que faço.” / “Eu devia ser melhor.”

Catastrofização
Provavelmente, a catastrofização é a distorção que mais intensifica o stress. Achamos que o stressor vai ter uma consequência completamente catastrófica nas nossas vidas. Isto gera medo e dificulta a forma como gerimos o stress.

Exemplo: “Se eu tiver uma nota fraca no exame, nunca vou conseguir ser um bom profissional.”

Todas estas distorções acontecem naturalmente. Termos essa consciência permite-nos estar mais atentos e identificar essas mesmas distorções, o que, por sua vez, nos confere um maior controlo sobre a forma como olhamos para os acontecimentos.

Leia o artigo “Como lidar com o stress” (clicando aqui) para aprender quais os primeiros passos para alcançar uma reestruturação cognitiva e, assim, começar a encarar os obstáculos e a vida duma forma mais positiva.

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