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Emoções, Desculpas e Frontalidade

Em comunicação, cada pessoa tem, em resposta ao desconforto, tiques nervosos diferentes e cada pessoa acaba, consequentemente, por ter reações diferentes. A nível emocional o cenário não é diferente.

Emoções, Desculpas e Frontalidade
unsplash.com // @tabithabrooke

Cada pessoa, e cada corpo, reage da sua própria forma. Ao longo do nosso desenvolvimento (apesar de, principalmente na parte da reação corporal, a maioria das reações ser particularmente comum a todos), os nossos comportamentos e pensamentos tornam-se enviesados em relação àquela que foi a nossa experiência, àquela que é a nossa perceção do mundo – e, basicamente, a todos os vieses que construímos. Tudo varia e, por isso, é importante conseguirmos identificar as emoções em nós próprios primeiro e só depois passarmos para o outro. Se eu não conseguir identificar em mim, como é que consigo identificar no outro? No entanto, para algumas pessoas é mais difícil identificar em si pois requer trabalho, requer autodescoberta, requer encontrar informações que não estamos propriamente dispostos a saber.

Será que a maioria das pessoas consegue fazer o processo de autodescoberta sozinha? Qualquer um pode treinar mas é um trabalho bem mais facilitado se for acompanhado, através de acompanhamento psicológico, sendo dada a possibilidade às pessoas de expressarem as suas emoções, de conseguirem guiar-se.

As emoções são um mapa daquilo que estamos a viver num determinado momento e, muitas vezes e inconscientemente, tentamos bloquear essa informação. Não me quero sentir triste, portanto vou pôr isto de lado. Porque é que isto acontece? Porque não é socialmente aceite, porque não fica bem, porque tenho demasiadas coisas para fazer e não me posso dar ao luxo de ficar triste… Com acompanhamento psicológico, há espaço para termos consciência dessa realidade e a autoconsciência é fundamental em inteligência emocional.

Emoções, Desculpas e Frontalidade
pexels.com // @cottonbro

Inteligência Emocional vs Frontalidade

A palavra do momento é frontalidade. Eu sou uma pessoa muito frontal, digo tudo no momento e na cara da pessoa. Gostou gostou, não gostou põe na borda do prato…

Mas, com certeza, todos nós já ouvimos dizer “a minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro” – e este mote está altamente relacionado com a inteligência emocional. Devemos perceber que sim, podemos ser honestos com os demais, mas sempre tendo em conta e valorizando o respeito e a dignidade dos mesmos.

O espetro de estilos de comunicação vai da passividade à agressividade e, na realidade, o que estimamos ser é assertivos: tentarmos transmitir ao outro, da forma mais neutra possível, sem julgamentos, sem juízos de valor, o que está a acontecer em concreto. Não raramente, por um ou outro motivo, a única coisa que as pessoas querem fazer é criticar, magoar o outro e espremendo essas palavras notamos que não há feedback absolutamente nenhum.

Todos nós já estivemos nalguma situação em que perdemos o controlo emocional e acabámos por nos arrepender por uma de duas razões: o arrependimento que bate quando chegamos a casa e pensamos Realmente não fui correto, devia ter lidado melhor com aquela situação ou o arrependimento graças aos resultados a posteriori.

Muita gente diz Eu sou honesto, digo o que tenho a dizer, sou frontal quando, na verdade, isso é quase que uma desculpa que passam internamente para justificarem a sua identidade e evitarem o trabalho e esforço que requer a autodescoberta e o autodesenvolvimento que conduzem à inteligência emocional, cujo processo coloca em causa muitas das coisas que damos como adquiridas dentro da nossa zona de conforto.

Normalmente, pessoas com este tipo de linguagem e perfil são mais solitárias. Contudo, se vivemos numa sociedade é precisamente por o ser humano ser um animal social, que quer estar constantemente em contacto com pessoas. A partir do momento em que não temos qualquer cuidado na forma como falamos com o outro ou como reagimos perante o outro, vamos ficar cada vez mais e mais isolados e é muito difícil sermos realmente felizes e sentirmo-nos realizados se estivermos sozinhos no mundo.

Devemos olhar para a inteligência emocional como sendo uma chave para a progressão. É crucial, quer a nível pessoal como profissional, e é algo que custa a desenvolver. Mas, como em tudo na vida, o que tende a dar mais trabalho tende também a dar mais resultados. E a questão fundamental é O que queremos: mais resultados ou mais desculpas?

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